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quinta-feira, 31 de maio de 2012

FOLCLORE DE SAMHAIN



Fonte imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAcY71qU7XgrMgvTVagsRbn6x8Iwirsc9NSBzQkBcpilRllJ536yBdhFJWr4ckrcW_b_CBY4HzWKDa2DEi-dcvOjy63tNr2Gbue2XVS1U0HlkutPaE46mSl0YfJJiwxFLU7UX116dfbpZa/s1600/samhain.jpg

  
                                        Samhain

Samhain é também conhecido sob o nome de Festa dos Mortos ou Festa das Maçãs. Era a festa céltica dos mortos, venerando o Senhor Ariano da Morte, Samana (os celtas chamavam-lhe vigília de Saman). Tem sua representatividade no inverno com a chegada da fome, frio, tempestades. No hemisfério norte, a neve trazia a morte das plantas, o fim das colheitas que ainda restassem. Assim, o homem aprendeu que era necessário manter provisões para essa época do ano. É a noite em que a tênue linha entre o mundo dos "vivos" e dos que já partiram fica mais frágil. Como a reencarnação é um dogma da religião Wicca, não é uma data de tristeza pelos que já cruzaram a ponte do Summerland (o paraíso Wiccaniano), é apenas um reconhecimento do fato inevitável de que, se nascemos, um dia morreremos. É nessa noite em que o Deus tem sua Morte simbólica (lembremo-nos do inverno em que o sol fica menos aparente). Na Roda do Ano, Samhain marca o início da estação da morte: o inverno. A Deusa da Agricultura abdica de seu poder sobre a Terra em favor do Deus Cornífero da Caça. Os campos férteis do verão cedem o lugar às florestas nuas e brancas da neve.

Para celebrar Samhain, eram acessas fogueiras nos sidh, * ou colinas encantadas, nas quais os espíritos residiam. Ali moravam os espíritos dos ancestrais e deuses vencidos nos períodos mais remotos da história e da mitologia.

Alguns Wiccanianos acabam por confundir Samhain como uma criação cristã, a festa de Halloween, o que a meu ver é um grande erro. O Halloween não é, e jamais foi, uma prática dos seguidores das doutrinas pagãs ou mesmo neopagãs.

A expressão Halloween é criada da contração (feita de maneira errada) da expressão "All Hallows Eve", que significa no idioma inglês Dia de Todos os Santos, e corresponde ao dia Primeiro de Novembro, que no catolicismo é o dia de reverência aos Santos Mortos. É certo que no Século V a.C., na região denominada de Irlanda Céltica, o verão terminava oficialmente no dia 31 de outubro com uma comemoração (SAMHAIN) que traduzia o significado agrícola do fim dos dias de Sol, o início de um ano novo e mais, a Morte abstrata de nossa deidade masculina para seu mergulho no ventre da Mãe, propiciando assim, o início de mais um ano.
         Fato é que a nova religião tentava se firmar por meio de conversões, sentindo-se ameaçada em seus intuitos de prosetilismo, a exemplo de outras festividades pagãs anteriormente plagiadas, adota essa mesma data como forma de manutenção (mesmo que deturpada) dos costumes antigos e posteriormente ridicularizava nossos costumes com a inserção de práticas de misticismo a eles. Cabe-nos ainda ressaltar que, mesmo o costume do Jack O'Lantern (abóbora com a figura macabra recortada) é permeado de bases profundamente cristãs com uma história que envolve conceitos como PECADO, CÉU e INFERNO, conceitos que não encontravam lugar em nossas tradições e práticas
filosóficas. Alguns bruxos até adotam belos Jack O'Lanterns em seus rituais, como uma forma de satirizar o plágio da ritualística de Samhain pelo Halloween.

 : Do gaélico, Sidhe ou Sidh, que significa "Terras Altas"

Pesquisa: Wicca saindo das sombras. MillenniuM 

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

RITUAL DE BELTANE PARA SOLITÁRIO



RITUAL DE BELTANE PARA SOLITÁRIO

Você irá precisar de:

1 vela verde
Incenso de olíbano ou rosa
1 quartzo rosa, esmeralda ou safira
Caldeirão ou outro recipiente que possa substituí-lo
Fitas coloridas
Folhas e flores.

Para dar início ao ritual:

Trace o círculo de proteção:
Dê 3 voltas no sentido horário e fale:

“eu crio este círculo sagrado aqui nenhum mal permanecerá que assim seja e que assim se faça”

Convide a Deusa e o Deus

Eu (seu nome) convido as suas presenças neste rito que eu seja merecedor de sentir seu grande poder minha Deusa e meu Deus estejam comigo.(você pode chamar pelos Deuses que gostar mais caso queira)

Convidando os Guardiões.

No leste fale:
Guardiões do ar te peço que seus bons ventos me proteja de todo o mal que assim seja

No sul fale:
Guardiões do fogo que suas chamas queime toda  energia negativa, que assim seja.

No oeste fale:
Guardiões da água, que as suas águas me purifiquem pela  eternidade, que assim seja.

No norte fale:
Guardiões da terra que este rito seja inabalável como as antigas montanhas. Que assim seja


Erga o altar e ornamente com as folhas e flores. Acenda o incenso.

Acenda uma vela dentro de um recipiente seguro no centro do círculo.

Coloque o caldeirão ou a taça à esquerda do círculo, encha-o de água e coloque as flores para boiar em sua superfície.

À  direita coloque as fitas coloridas. Cada cor representa um tipo de pedido. Estas fitas você vai amarrar e enrolar em uma árvore ou em um mini mastro de beltane.

Faça uma homenagem à união da Deusa e do Deus.

Fale:
“Espíritos do Fogo de Bel,
Acendo as suas chamas
Que a união da Deusa e do Deus fecundem a Terra e  tragam abundância ao mundo.
Agora é a hora da celebração, da alegria, da fertilidade e do riso.
Abençoada seja Beltane, que traz a luz do fogo e o Verão”

Respingue algumas gotas da água do caldeirão na vela para representar a união da Deusa e do Deus.

E pule a chama da vela pedindo purificação.

Encerre o ritual

Despedindo-se da Deusa e do Deus

Eu agradeço por me abençoar e me proteger neste rito sagrado que a sua união sagrada seja fonte de amor, paz e prosperidade.

Despedindo-se das torres

No leste fale:
Guardiões do ar agradeço pelos bons ventos neste rito. E que a roda gire.

No sul fale:
Guardiões do fogo mestres das chamas agradeço por  encher este rito com sua energia. E  que a roda gire.

No oeste fale:
Guardiões da água, que sua purificação vá deste rito até a eternidade. E que a roda gire

No norte fale:
Guardiões da terra que minhas raízes sejas fortes e profundas como as da árvore da vida. E que a roda gire.

Feche o círculo:

Dê 3 voltas no sentido anti-horário e fale :

“este círculo é desfeito mas nunca quebrado, que assim seja e que assim se faça”


Pesquisa: A.B.C  da Bruxaria, Claudiney Prieto
                Despertar das Bruxas, Júlia Maya
                Arquivos  do Coven Lua de Prata

quinta-feira, 22 de março de 2012

RODA DO NORTE




 Fonte imagem: arquivo Coven Lua de Prata

Os pentagramas amarelos representam as grandes festividades de Samhain, Imboc, Beltane e Lughnasadh; os pentagramas pretos representam os solticios de Litha e Yule e os equinocios de Mabon e Ostara
TABELA DE CORRESPONDÊNCIA RODA DO NORTE

          A tabela abaixo mostra a relação entre os meses do ano, os Sabbaths, Esbbaths (nome da lua cheia) e a estação do ano em  que cada Sabbath é realizado.
         
         As datas do começo das estações podem variar um pouco, um dia para mais ou para menos.
        
        A Lua Azul é a 4ª lua cheia de uma estação ou a 2ª lua cheia de um mês.

Fonte imagem: arquivo Coven Lua de Prata




 pesquisa:    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lua_cheia#Nomes_das_Luas_cheias
                   http://pt.wikipedia.org/wiki/Roda_do_Ano
                   Wicca saindo das Sombras, MilleniunM
                   A Bruxaria Moderna ou Neo-Paganismo - Por Juliana Maisonnette
                   Wicca, a feitiçaria moderna de Gerína Dunwich
                   A B C da Bruxaria, Claudiney Prieto

posts relacionados: RODA DO ANO, NORTE OU SUL, RODA DO NORTE 
  


terça-feira, 13 de março de 2012

CAILLECH



 CAILLECH
DEUSA CELTA DA NOITE E DA MORTE

Fonte imagem: http://www.hranajanto.com/pgfx/BW/cailleach-bheur-200.gif

Etimologia

A palavra Cailleach significa "a mãe anciã" ou "a velha" no gaélico moderno, e provém do irlandês antigo caillech ("véu"), que provavelmente tenha a mesma origem que o latim pallium ("pálio", "capa"). Este termo passou para a língua gaélica durante as invasões romanas ao território celta; ao adaptar a palavra à dicção celta, o "p" mudou para "c", e a terminação foi substituída por –ach, que neste idioma servia para marcar adjetivos qualificativos. Com a raiz latina pallium e o morfema celta -ach, o significado literal de Cailleach seria "a velha com véu", "a anciã que está de véu". Este vocábulo é por vezes usado como sinônimo de bruxa na Irlanda e na Escócia. Enquanto a Bheur, a sua origem é desconhecida. Berry, uma das suas variantes, significa "baga" em inglês. Adicionalmente, acredita-se que deste vocábulo derive o nome da península de Beara, possível local de origem desta deusa. Em resume, o significado completo do nome Cailleach Bheur, em todas as suas variantes, poderia ser "a anciã com véu que habita em Beara". Outro possível significado desta palavra em gaélico é "amarelo", cor considerada nesta mitologia como a da morte e da putrefação.

Aparência física e características

A deusa Cailleach era representada usualmente como uma anciã de pele azulada, um só olho no centro da testa que lhe dava certo parecido com o ciclope Polifemo, dentadura de urso e colmilhos de javali. Era representada com vestimenta cinzenta, com um avental e com uma espécie de xale ou de capa de tela escocesa nos ombros; e portando às costas uma aljava com flechas de ouro e um arco de madeira de sabugueiro para atacar a quem matasse lobos, javalis e cervos, animais que defendia. Pelo contrário, segundo outra versão, ajudava os caçadores a localizarem esses animais, indicando-lhes onde e quando lançar as flechas. Outras lendas falam da sua varinha mágica, feita de madeira de azevinho, que usava para murchar as folhas no início do Outono e para se converter finalmente em pedra no fim do Inverno. Segundo outras fontes, a varinha era feita com pele humana e na sua saia havia rochas que iam caindo quando avançava. Outra lenda afirma que uma longa caminhada da Cailleach teria originado todos os vales, montanhas e lagos. Adicionalmente, no Inverno, segundo outras tradições, ia montada num grande lobo voador, distribuindo o frio em todas as regiões.
A crença mais estendida entre os celtas da Grã-Bretanha era que, na realidade, Cailleach, a velha feiticeira protetora, era a mesma pessoa que a deusa do fogo, da poesia e da Primavera, Brigit. No final da estação invernal, a primeira, segundo as lendas dos gauleses, tornava-se voluntariamente numa rocha de grande tamanho, situada junto a um azevinho, local no que não cresce a erva pelo desgosto que a esta lhe provoca. Contudo, segundo outras lendas celtas, viaja em 31 de janeiro para a ilha de Avalon, onde fica a "árvore da juventude eterna", da qual comia para se tornar nova e atraente, transformando-se assim em Brigit. Assim, podia acudir à celebração do Imbolc, um ritual celta no início da Primavera, para que a terra reverdecesse. Outra versão da mesma história sustém que na realidade, a Cailleach mantém prisioneira a Brigit todos os anos para a libertar em Imbolc, o seu ritual sagrado. Também pode ser liberta por Angus McOg, uma divindade celta do amor que se mantém sempre jovem. Outra crença dos celtas sobre esta deusa é que "nasce" velha no início do Inverno e depois vai rejuvenescendo sem se converter em pedra nem viajar até Avalon, mas pela autoria de um processo natural. Esta tradição estava difundida, sobretudo, em Gales e na Inglaterra. Cailleach também prediz o clima, protege os druidas e transforma-se em grou para salvar grandes distâncias. A Rainha do Inverno, título que lhe adjudicavam os celtas, buscava guerreiros e heróis nas florestas pedindo amor, e quando o recebia transformava-se numa formosa mulher jovem. Quando o seu esposo falecia, repetia a mesma operação. Tinha pelo menos cinquenta filhos, entre os quais havia povos e raças na íntegra.

sábado, 3 de março de 2012

NORTE OU SUL?



NORTE OU SUL?


Devemos seguir a Roda do Ano com as datas pelo Hemisfério Norte ou pelo Hemisfério Sul?
Praticantes que adotam, para a comemoração de seus Sabbaths, datas do Hemis­fério Norte, normalmente alegam que, tendo sido a Europa o berço da bruxaria, ou mesmo Wicca como conhecemos atualmente, com um maior número de praticantes e o
tradicionalismo das datas, estariam ligando-se a um egrégora * mais bem fundamentado e poderoso.
Não quero aqui tirar a razão desse pensamento ocultista, mas, a meu ver, seguindo os 13 princípios da bruxaria (conselho Gardneriano), em suas primeiras linhas, seremos capazes de ler:
"Nós praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcados pelas fases da Lua e aos feriados sazonais."
A troca de hemisférios demanda automaticamente a troca de estações, inverno pelo verão, etc. Assim, em minha opinião prática, não conseguiria estar em pleno verão rendendo graças ao inverno. Uma questão de escolha simples e ligada à energia. Se praticamos ritos (Sabbaths e Esbbaths) para nos alinharmos ao ritmo natural (natureza, estação) das forças vitais, como fazê-lo não estando exatamente na estação ligada ao festival? Mas essa é uma opinião, respeito os que conseguem festejar um festival de inverno estando sua área geográfica em pleno verão, eu apenas é que não conseguiria.
* Egrégora - A origem do termo EGRÉGORA é a mesma de "gregário", do latim gragariu: que faz parte da grei, ou seja, rebanho, congregação, sociedade, conjunto de pessoas. No plano da espiritualidade, usa-se o nome egrégora para designar um grupo vibracional, um campo de energia sutil em que congregamos forças, pensamentos ou vibrações com um determinado fim ou direcionamento espiritual. (M.T. Piacentini).

Trecho do livro: A Wicca Saindo das Sombras. MillenniuM


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A ORIGEM DAS RUNAS



RUNAS


Fonte imagem: Arquivo do Coven Lua de Prata.

     As runas são oráculos que nos possibilita o aprofundamento do nosso autoconhecimento, aumentando o nível de nossa consciência. 

     Para os povos de língua germânica e celta, a palavra runa pode significar tanto segredo como sussurro ou mistério.

     Há no mínimo quatro teorias que falam da origem das runas: a Teoria Latina ou Romana, a Grega, a Etrusca ou Norte – itálica e a Indígena ou Nativa esta é a única que diz que a origem é puramente germânica. 

    Na mitologia o surgimento das runas é atribuído à Odin, divindade máxima do panteão nórdico.

A LENDA DE ODIN
Fonte imagem:  http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f8/Odin,_der_G%C3%B6ttervater.jpg

    Conta a lenda que Odin adquiriu seu conhecimento com seu auto-sacrifício, ficando pendurado na árvore do mundo(Yggdrasil) durante nove dias e nove noites e com uma lança atravessando seu corpo, sangrando, com fome e sede ele viu que seu sangue formou as letras rúnicas mas Odin não tinha “conhecimento” de interpretá-las.

      Odin precisava beber um pouco da fonte do conhecimento então, pediu permissão a Mimir( guardião da fonte). Este perguntou a Odin se ele estava disposto a pagar pelo conhecimento e Odin em mais um auto-sacrifício deu o seu olho direito.

         Assim podia interpretar as runas e conquistou este conhecimento para a humanidade. 

Pesquisa: Runas Magia & Transformação. Rosa Maria Biancardi.
                  Runas . Hali Morag
           

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

FOLCLORE DE BELTANE





 
 Fonte imagem: arquivo Coven Lua de Prata: Beltane 2011

BELTANE

Beltane é a anglicização da palavra irlandesa Beltaine ou Bealtuinn em escocês. Enquanto a terminação tene refere-se claramente a fogo, ninguém pode realmente afirmar que a terminação Bel se refira a Belenus, o deus pastoral, ou de bel "brilhante".


É certo que sempre foi uma tradição saltar entre dois fogos de Beltane (fogueiras, caldeirões ou tochas) para obter boa fortuna, saúde para seu gado e prosperidade.

Quando os Druidas e seu sucessores, nas vésperas de maio, elevavam os fogos de Beltane nas terras altas ao longo das Ilhas Britânicas, eles estavam executando um ato real de magia, na intenção de trazer a luz do Sol até a terra. Na escócia, eram extintos todos os fogos da casa, e os grandes fogos eram acesos nas matas e florestas. Era um costume que os homens usassem madeira das nove árvores sagradas. Quando a madeira estourava nas chamas, proclamava o triunfo da luz sobre a escuridão durante a metade do ano.

Em Beltane, celebramos o grande amor que dá a vida a tudo. O Deus e a Deusa estão férteis e apaixonados e de seu amor, tudo, absolutamente tudo, nascerá. O fogo da paixão embala os corpos dos amantes que, na noite de Beltane, se encontram para celebrar essa união divina.

Uma das tradições mais belas de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Um mastro é erguido e se prendem fitas coloridas (cada qual representando um desejo) que, numa dança ritualística, em alegria, serão trançadas, assim como se trança o destino. Com essa prática, colocamo-nos sob a proteção dos Deuses.
Era costume entre pagãos do Hemisfério Norte jamais se casarem no mês de maio, visto que esse mês era dedicado à união do Deus e da Deusa. Talvez por esse motivo, visando cobrir práticas pagãs, o catolicismo tenha transformado o mês de maio no mês das noivas.

Beltane é, sem dúvida alguma,um dos Sabbaths mais alegres e significativos dos Wiccanianos.